Jogador Zico esclarece confusão com torcedores no jogo em Erechim

 

Nosso atleta Zico vem a público esclarecer o fato ocorrido em Erechim, no sábado, dia 5, durante e, principalmente, após a partida contra o Atlântico. 

O clube lamenta profundamente o corrido e se coloca a disposição do rapaz atingido pela garrafa plástica arremessada pelo nosso atleta. Mas também repudiamos, veemente, a falta de segurança na saída de nossa delegação do ginásio, que foi obrigada a passar em meio aos torcedores adversários, e da mesma forma, repudia a maneira com que o fato foi tornado público pelo Grupo Bom Dia de Comunicação, denegrindo e criminalizando nosso jogador, sem explanar em nenhum momento sobre as agressões verbais e também físicas sofridas pelo jogador Zico.

Confira a nota: 

NOTA DE ESCLARECIMENTO. 

 

Venho através desta nota, esclarecer os fatos do episódio após o jogo entre Atlântico e Assoeva no dia 05 de maio em Erechim.

Li em matéria do jornal Bom Dia de Erechim uma nota de repúdio, sensacionalista, antiética e covarde sobre a minha pessoa, dizendo que eu havia cometido um crime arremessando uma garrafa, supostamente de vidro, contra torcedores do Atlântico, e que a mesma, atingiu um cinegrafista da equipe de tal jornal causando ferimentos graves e o mesmo, sendo encaminhado ao hospital. Confirmo que isso é fato, porém, era uma garrafa PLÁSTICA que utilizamos para suplementação após os jogos e, se mesmo assim causou lesões graves ao rapaz, farei questão de pedir desculpas pessoalmente e arcar com as consequências. Agora vamos aos verdadeiros fatos antes disso. O jornal não apurou (não sei por qual motivo) que fui ofendido durante toda a partida por um grupo de torcedores, aliás isso é rotina em Erechim e algo que já sei e sempre soube lidar muito bem. Os mesmos torcedores ao não conseguir me atingir passam a inovar a cada jogo, agora a moda é insultar meus familiares. Graças a Deus tenho uma família preparada para isso e que moram na região, com muito orgulho e respeito a essa terra. Com as tentativas de ofensas à mim e a minha família não funcionando, os rapazes vieram até mim após a partida para me agredir FISICAMENTE (fato que eles mesmos postam em suas redes sociais e que já foram enviados para análise jurídica). Eu vendo que seria agredido, sem ter segurança alguma na saída do nosso time do ginásio, arremesso a garrafa. Ato falho da minha parte já que não se trata violência com revide, mas lembro que sou um ser humano como todos e tive segundos para pensar e me proteger. O que mais me chamou a atenção nisso foi que, a mesma equipe que escreveu a matéria do jornal não foi capaz ainda de retratar a infeliz matéria que titulou como NOTA DE REPÚDIO, inclusive pedindo punição contra mim por parte da LNF.  O mesmo jornal já modificou a publicação após o contato da minha assessoria pedindo explicações a respeito da tendenciosa matéria, temos tudo registrado, tanto as primeiras publicações como as modificadas. O jornal também apagou comentários de pessoas, que via Facebook, relataram que era um exagero a matéria e mais uma vez, por sorte, temos os comentários todos salvos. Deixaram lá somente o que a pessoa que escreveu quis, mas tomaremos as medidas se a equipe não se retratar. Entramos em contato com o jornal através da minha assessoria e ficamos de enviar a minha versão da história, mas após vermos eles manipulando as informações e mudando os textos, apenas estamos juntando tudo e buscaremos nossos direitos se assim couber. 

No mais eu apenas tenho a agradecer a cidade de Erechim por tudo que me proporcionou na passagem por esse grande clube. Ajudei, junto com meus companheiros, a conquistar os 4 primeiros títulos de expressão do clube, e foi lá também que realizei o meu sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira principal. Me orgulho muito disso, e tenho e sempre terei o maior respeito e admiração pela entidade. Não será dois ou três torcedores que irão estragar tudo que um clube com o tamanho e a marca do Atlântico me fez viver. Sei que sou um jogador competitivo e de sangue quente. Sou na Assoeva, fui na ACBF e com toda a certeza fui no Atlântico também, pois é minha característica e dentro da quadra é assim. Acaba o jogo e o respeito com todos é total. Infelizmente esses rapazes erraram sábado e seguem errando falando barbaridades sobre minha família em redes sociais (também tomaremos as medidas cabíveis). Mas nada vai mudar a conduta e a alegria de praticar a minha profissão, nem a capacidade de reconhecer os meus erros, pois sou homem suficiente para isso. 

Para finalizar queria apenas questionar algo no contexto não somente do jogo de sábado,  mas, da nossa cultura nos estádios e ginásios em geral. Porque ofensas a família de um atleta, num ambiente cheio de crianças precisando de incentivo e espelho? É saudável que elas vejam que quando chegarem no topo vão ter que ver e ouvir insultos aos pais ou parentes que estão dentro do ginásio? O futsal é minha profissão, mas é um esporte de entretenimento, temos que mudar essa cultura. Cantar, incentivar e vaiar o rival é algo super normal, mas por favor gente, tudo tem um limite. Tenhamos mais empatia entre todos no esporte, pois pode ser que o mesmo torcedor que ofende um atleta e sua família hoje, tenha seu filho dentro de uma quadra daqui há alguns anos. Que seja mais um grande jogo na semana que vem em Erechim, cheio de grandes jogadas, disputas e muita energia positiva dentro do ginásio, e é óbvio, com mais respeito entre todos nós.

Venâncio Aires/RS - 08 de Maio de 2018 - 17h 32min

Fonte: Assessoria de Imprensa Assoeva/Unisc/ALM